Terça-feira, 13 de Outubro de 2026
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Investimento na Linha do Vale do Vouga está novamente em risco

> Reunião com ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, deixou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis preocupado sobre o futuro da Linha do Vale do Vouga.
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Em 2021, as Infraestruturas de Portugal (IP) anunciava um investimento de mais de 100 milhões de euros para a requalificação do troço Espinho – Oliveira de Azeméis, uma empreitada que faz parte do Programa Nacional de Investimentos (PNI2030). Três anos depois voltam as incertezas sobre o investimento nesta linha de ferrovia que  está no Plano Nacional Ferroviário e estava no Plano de Investimento Prioritário do anterior Governo.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge, revelou na última reunião de executivo municipal, que os presidentes das autarquias da Associação de Municípios de Santa Maria reuniram-se no final de julho com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e manifestou a sua apreensão sobre o futuro desta linha. 

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“Quisemos perceber qual a posição tutela sobre o investimento na Linha do Vouga. Se havia a possibilidade de haver o compromisso de avançar com uma data para o arranque da requalificação. Não vou revelar o teor da reunião, até porque nos foi pedido para não o fazer, mas digo que olho com alguma preocupação para a questão do Vale do Vouga por não termos nenhum horizonte temporal definido para o investimento na linha”, afirmou o edil oliveirense.

€45 milhões não resolve nada

A Linha do Vouga está neste momento a ter pequenas intervenções, estão a ser feitas, por exemplo no concelho de Oliveira de Azeméis, obras que estão incluídas num pacote de 45 milhões de euros. 

“Este investimento de 45 milhões de euros não resolver absolutamente nada numa linha em que os problemas reside na duração do tempo da viagem”, elucidou o autarca. 

“Vamos continuar a exigir uma resposta de mobilidade”

Os presidentes das autarquias que compõem a Associação dos Municípios das Terras de Santa Maria “vão continuar a fazer o seu trabalho”, garante Joaquim Jorge, e “vão continuar a exigir uma resposta de mobilidade para esta zona do território da Área Metropolitana do Porto”.

O edil oliveirense garante ainda que não irão  aceitar a desculpa de falta de dinheiro. “Não vamos aceitar, até porque este é um problema com décadas, que nos digam que não existem, recursos financeiros para promover esta requalificação até porque estrategicamente a ferrovia é importantíssima para a Comissão Europeia, é importantíssima para a Europa, e para o país. Um dos problemas que nos temos neste momento ao nível de Portugal Continental é a questão da falta de investimento ferrovia. Há 300 mil pessoas na região  que precisam de reposta de transporte alternativo para deixar os carros em suas casas”, afirma Joaquim Jorge. 

Joaquim Jorge garante trabalho de forma ainda para influenciar a tutela para a requalificação da Linha do Vale do Vouga, numa altura em que se perspetivam ainda maiores investimentos nas linhas dos metros de Lisboa e do Porto com valores bastantes superiores àqueles que são necessários na Linha do Vale do Vouga, e que em alguns casos servem menos população do que os concelhos que compõem o Entre Douro e Vouga.

Azemeis.net
Author: Azemeis.net

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