Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024
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Caso Teamonde vai seguir o caminho de conflito judicial 

> Os municípios de Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra têm estado em divergência por causa do lugar de Teaomonde. Carla Rodrigues, do PSD, denuncia investimento valembrense em território oliveirense. Joaquim Jorge deixa implícito que o caso seguirá para a Justiça. 

O caso Teamonde, um lugar da freguesia de Carregosa, voltou à agenda mediática durante a sessão de presidência aberta no mês de maio, e teve novas atualizações durante a última  reunião de executivo municipal descentralizada realizada nesta freguesia. A vereadora da oposição, Carla Rodrigues, deu conta de obras realizadas pelo município de Vale de Cambra em território do concelho, e o presidente da câmara municipal de Oliveira de Azeméis deu conta que o caso está entregue ao departamento jurídico, insinuando haver uma série possibilidade de seguir para a via judicial. Isto um mês depois de ter garantido, em declarações ao azeméis.net, que ninguém iria mexer no território oliveirense.

O assunto está no departamento jurídico da câmara municipal. Vamos fazer um caminho que não me agrada muito. Um caminho de conflitualidade que não me parece que seja um bom indicador de boas relações que têm que existir, mas não havendo possibilidade de nos entendermos, será o que vai acontecer”, afirma Joaquim Jorge.

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Este foi um dos primeiros problemas que o presidente da autarquia oliveirense tomou conhecimento quando chegou ao poder em 2017. “Logo que assumi funções como presidente da câmara municipal, reuni com o presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra. Percebi que não havia disponibilidade para num quadro de concertação, de razoabilidade, nos entendermos em relação àquilo que nos parece óbvio”, resumiu.

No passado, recorda, chegou a consenso entre as partes (Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis, a Assembleia de Freguesia de Carregosa e Assembleia de Freguesia de Macieira de Cambra), com excepção da Assembleia Municipal de Vale de Cambra.

PSD denuncia investimento valecambrense em território oliveirense

Carla Rodrigues, líder da oposição social-democrata na autarquia de Oliveira de Azeméis, revelou ter tido conhecimento de que o município de Vale de Cambra “fez intervenções ao nível da rede de saneamento e da rede viária em que ultrapassou os seus limites e entrou em Oliveira de Azeméis, na Rua do Limite. “Foram benfeitorias, mas vieram fazê-las naquilo que não é deles. Poderá, de alguma forma, indiciar que no futuro poderão dizer que “quem fez estas infraestruturas fomos nós e então o território é nosso”, indicou. 

Mas há mais. A autarca denunciou ter conhecimento de “quem renova o cartão de cidadão, as pessoas aparecem como residentes de Vale de Cambra, quando na realidade são de Oliveira de Azeméis”.

O presidente da câmara municipal de Oliveira de Azeméis confessa não ter conhecimento dessas obras, mas refere que se fosse cidadão valecambrense ficaria zangado, uma vez que o concelho tem uma baixa taxa de cobertura de saneamento, e redes viárias deficitárias, e a autarquia está a gastar dinheiro em território que não é o seu.

Presidente já tinha deixado o aviso

Esta foi a primeira vez que Joaquim Joaquim falou sobre o tema de forma mais taxativa. Mas há um mês, em declarações ao azeméi.net, já tinha deixado o aviso. “Estaremos preparados para quem ousar, ou para quem tentar ficar com algo que não é seu. Não há dúvidas nenhumas a quem pertence o lugar de Teamonde, e as pessoas que habitam em Teamonde são carregosenses de pleno direito e de coração cheio”, disse.

O autarca até considerou, na altura, este tema como um não assunto.    “Isso é um não assunto. Nós nunca abdicaremos de um palmo do nosso território, nós nunca abdicaremos de lutar por aquilo que é nosso. Essa é a postura que sempre tivemos no passado, que temos no presente, e seguramente vamos ter no futuro”, afirmava.

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Uma resposta

  1. Depois admiram-se de haver guerras no mundo por mais um bocado de terra. Também aqui por Fajões as coisas nunca ficaram bem definidas, ou aceites, há empresas e comércios de um lado, mas registadas do lado oposto, e aí a câmara nunca mexeu uma palha. Albino Pinho

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