Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
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Vidro, moldes e filarmonia inspiraram 350 músicos a tocar “Ponto de Fusão” no IX Encontro de Bandas de Oliveira de Azeméis

>O IX Encontro de Bandas de Música de Oliveira de Azeméis juntou mais de 350 músicos numa edição dedicada ao vidro, aos moldes e à filarmonia, marcada pela estreia mundial da obra “Ponto de Fusão”.
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Em Oliveira de Azeméis, os moldes contam a história de uma terra que aprendeu a transformar trabalho em identidade e conhecimento em legado. A indústria dos moldes faz parte do ADN de um concelho que cresce entre tradição e futuro, tal como a música, parte viva da história, da cultura e das tradições desta terra.

As seis bandas de música do concelho de Oliveira de Azeméis tocaram “Ponto de Fusão” em conjunto sob a orientação do maesro Manuel Silva, da Academia de Música de Oliveira de Azemés

Foi desta ligação entre indústria, memória e cultura que nasceu o tema do IX Encontro de Bandas de Música de Oliveira de Azeméis, realizado no dia 10 de junho de 2026, Dia de Portugal, Camões e das Comunidades, no Centro Paroquial de Cucujães. A edição deste ano teve como mote “Vidro, Moldes e Filarmonia”, cruzando a memória da antiga indústria vidreira com a força atual da indústria dos moldes, tendo a música filarmónica como ponto de encontro entre o passado, o presente e o futuro do concelho.

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O momento maior do encontro foi a interpretação conjunta da obra “Ponto de Fusão”, composta por Ferrer Ferran e apresentada em estreia mundial por mais de 350 músicos das seis bandas filarmónicas do concelho. Sob a direção musical do maestro convidado Manuel Silva, diretor da Academia de Música de Oliveira de Azeméis, a obra deu som à identidade oliveirense e transformou em música uma parte essencial da história local.

Organizado em conjunto pela Sociedade Filarmónica Cucujanense e pela Banda de Música de Santiago de Riba-Ul, o encontro assumiu esta temática como fio condutor de todo o programa. A escolha resultou da vontade de valorizar duas marcas fortes de Oliveira de Azeméis: por um lado, o vidro, ligado à memória industrial do concelho; por outro, os moldes, setor que continua a projetar Oliveira de Azeméis a nível nacional e internacional.

+ Ler também: Bandas do concelho unem-se em homenagem a Aldina Valente com a marcha “Benemérita”

A filarmonia surgiu como o elo entre estes dois mundos. Como se fosse também ela um molde de afetos, disciplina e comunidade, a música juntou gerações, freguesias, músicos e instituições num mesmo palco. Mais do que um encontro de bandas, esta edição foi pensada como uma celebração da identidade oliveirense e da capacidade do concelho de transformar a sua história em criação artística.

Na preparação de “Ponto de Fusão”, a organização realizou um trabalho prévio de pesquisa, com recolha de vídeos, gravações e elementos ligados à indústria dos moldes e ao património vidreiro. Esse material serviu de base ao compositor Ferrer Ferran, permitindo-lhe criar uma peça conceptual para grande formação filarmónica, capaz de traduzir musicalmente ambientes, sonoridades e referências associados ao vidro e aos moldes.

A obra foi interpretada pela Banda de Música de Carregosa, Banda de Música de Pinheiro da Bemposta, Banda Musical de Fajões, Banda de Música de Loureiro, Sociedade Filarmónica Cucujanense e Banda de Música de Santiago de Riba-Ul. A presença de mais de 350 músicos em palco deu ao momento uma dimensão rara e profundamente simbólica, transformando a estreia numa demonstração de união, força coletiva e vitalidade da filarmonia oliveirense.

Cada banda teve também o seu momento individual, preservando a identidade própria de cada formação. Ainda assim, foi a execução conjunta de “Ponto de Fusão” que melhor sintetizou o espírito desta edição: seis bandas, centenas de músicos e uma obra criada para dar corpo e som à história industrial e cultural de Oliveira de Azeméis.

A edição contou ainda com exposições ligadas ao vidro e aos moldes, reforçando a contextualização do tema junto do público e aproximando o universo industrial da expressão musical.

O IX Encontro de Bandas de Música de Oliveira de Azeméis mostrou que a filarmonia pode ser também uma forma de contar a história de um território. Ao escolher o vidro e os moldes como inspiração e ao juntar mais de 350 músicos na estreia mundial de “Ponto de Fusão”, a organização transformou o encontro numa homenagem à memória industrial, à criatividade musical e à identidade coletiva oliveirense.

No dia 10 de junho, o vidro, os moldes e a filarmonia encontraram-se em Cucujães. E desse encontro nasceu um verdadeiro ponto de fusão entre trabalho, cultura, música e emoção.

Azemeis.net
Author: Azemeis.net

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