“O início da construção do ecocentro municipal vai ser uma realidade em 2024”, garantiu o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis na última reunião de executivo municipal de 2023. “O projeto arquitetura está feito, estamos à espera dos projetos de especialidade para lançar a obra a concurso”, vincou o edil oliveirense.
Este é já um projeto antigo, de anteriores executivos, que começará a ganhar forma durante este ano de 2024, e faz parte da estratégia política para atingir a meta da neutralidade carbónica que o município se comprometeu atingir em 2035.
“Temos os nossos aterros municipais completamente congestionados, com o prazo de vida de exíguos anos”, enquadra Joaquim Jorge, e a autarquia está a planear várias políticas de diminuição de resíduos urbanos e industriais.
A revelação do presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis sobre o arranque das obras do ecocentro municipal surgiu na última reunião de executivo camarário em que foi aprovado o aumento da taxa de recolha de resíduos urbanos para 2024 em dois por cento (abaixo da inflação, observa Joaquim Jorge), valor que será repercutido na fatura da água no final do mês de janeiro.
O ecocentro é um local aberto às populações, onde estas podem depositar vários tipos de resíduos sólidos, separando-os de acordo com a sua composição, em diferentes contentores. A mudança de comportamento na diferenciação de lixo, sublinha Joaquim Jorge, será fundamental para ajudar a diminuir a tarifa que é cobrada.
Outras políticas
Em reposta à líder da oposição, Carla Rodrigues, que considera que o executivo pouco fez para atenuar o impacto das subidas dos tarifários – “em 2023 o aumento teve um impacto nas faturas enormíssimo”, disse –, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis argumentou que foi a pró-atividade do município que permitiu um aumento abaixo da inflação da taxa da recolha de resíduos urbanos em 2024, comparando com “o aumento da taxa em concelhos vizinhos de 60,35 por cento e 61,33 por cento”.
O edil oliveirense disse também ser necessária uma mudança legislativa que permitisse que os resíduos que hoje são produzidos diminuam, “como, por exemplo, no domínio na produção das embalagens”.
Será também necessário, acrescenta, “arranjar soluções aos aterros que já estão sobrelotados”.
