Nenhum investidor privado se mostrou interessado na aquisição da Estalagem de São Miguel, no Parque de La Salette, cuja venda esteve publicitada em agências imobiliárias nacionais e a nível internacional até ao final do ano passado, anunciou o presidente da autarquia, Joaquim Jorge, na última reunião de Assembleia Municipal, após ser questionado pela bancada do PSD.
Com a alienação do equipamento falhada, é altura de passar para o plano B. O executivo camarário irá chamar os partidos políticos para discutir o futuro da Estalagem de São Miguel. Joaquim Jorge garantiu no passado que o prazo limite para conseguir concretizar o negócio seria o final do ano de 2023, e caso o processo não fosse bem-sucedido, o caso teria de ser discutido novamente entre a classe política.
“Por falta de tempo ainda não convoquei uma reunião com as forças políticas para percebemos o que queremos fazer com a Estalagem de São Miguel. Mas em breve irei fazê-lo”, afirmou Joaquim Jorge.
Há propostas para outras áreas
A autarquia teve desde sempre como exigência a venda da Estalagem de São Miguel a investidores do ramo hoteleiro. O preço solicitado (um milhão e seiscentos mil euros) conjugado com o número reduzido de quarto do equipamento turístico, não se traduziu num investimento rentável para os potenciais interessados.
O executivo ainda se disponibilizou a elaborar projetos para aumentar o número de quartos disponíveis na Estalagem de São Miguel, mas nem este argumento convenceu os empresários a desembolsar o valor pedido pela autarquia oliveirense. A única proposta concreta que houve foi abaixo do valor pretendido.
Chegado a este ponto, é altura de voltar a reunir com os partidos políticos, para discutir a melhor solução, e perceber se se deve equacionar proposta até agora descartadas. Durante os últimos anos foram chegando à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis investidas por parte de pessoas ligadas ao sector social para a transformação da Estalagem em Lar Residencial.
“Mais vale tarde do que nunca”
Após a revelação do edil oliveirense, o deputado social-democrata, Fernando Pais, considerou que este desfecho não é surpresa para a sua bancada.
Sobre a decisão do executivo em voltar a reunir com os partidos políticos, o autarca considera que peca por tardia. “Já o devíamos ter feito. Mas mais vale tarde do que nunca”, disse.
Sobre o tema, Fernando Pais considera que é necessário “olhar para a Estalagem de São Miguel numa outra perspetiva”.
