A residência universitária prevista para Oliveira de Azeméis deverá ficar concluída ainda em 2026, mas já depois do prazo inicialmente apontado para a obra.
Na mais recente reunião do Executivo Municipal, o presidente da autarquia, Joaquim Jorge, atualizou o ponto de situação e afirmou que a residência se encontra “em fase de conclusão”, acrescentando que a expectativa é que fique terminada “nos próximos meses”.
A informação representa uma revisão do calendário que tinha sido avançado anteriormente. Em fevereiro de 2025, a vice-reitora da Universidade de Aveiro Alexandra Queirós afirmou que a obra final deveria estar concluída “no primeiro semestre de 2026”. O projeto previa acrescentar 55 camas destinadas aos estudantes da Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologias da Produção Aveiro-Norte (ESAN).
Previsão inicial apontava para o primeiro semestre
Quando o projeto foi apresentado, a Universidade de Aveiro previa um processo dividido por várias empreitadas. Em fevereiro de 2025 tinha sido lançado um primeiro concurso público, com um valor base de 500 mil euros, sem IVA, e um prazo de execução de 180 dias.
Na altura, Alexandra Queirós explicou que estava prevista a abertura de outros procedimentos para completar o projeto e apontou a conclusão global para o primeiro semestre deste ano.
Esse calendário acabou por não se concretizar.
Em maio de 2026, já ultrapassada uma parte significativa do primeiro semestre, a Câmara Municipal anunciava que as obras na Quinta do Comandante tinham arrancado e que estavam em execução as empreitadas relativas à Casa dos Pinhos e à reabilitação da própria Quinta do Comandante. A componente da cantina ainda tinha o respetivo concurso em preparação.
A atualização mais recente surge agora na reunião de Câmara: a residência está em fase final e, segundo o presidente do município de Oliveira de Azeméis, deverá ser concluída nos próximos meses.
Projeto prevê 55 camas para estudantes
A nova residência deverá disponibilizar 55 camas, reforçando a capacidade de alojamento para estudantes do ensino superior em Oliveira de Azeméis. O equipamento surge associado à ESAN e integra a estratégia de reforço das condições oferecidas à comunidade académica no concelho.
O tema foi abordado na reunião no contexto de uma discussão mais ampla sobre o ensino superior no território, que incluiu também a nova licenciatura em Engenharia de Software Industrial, as bolsas municipais e a capacidade de atração e fixação de estudantes.
Na resposta, o presidente da Câmara defendeu a importância do ensino superior para a realidade económica, social e cultural do concelho e enquadrou a residência como uma das respostas destinadas a melhorar as condições de acolhimento dos estudantes.
Investimento global ronda os quatro milhões de euros
A intervenção na Quinta do Comandante é mais ampla do que a construção da residência universitária.
O investimento global ronda os quatro milhões de euros e distribui-se por três componentes principais: cerca de 600 mil euros para a construção da Casa dos Pinhos, aproximadamente 2,16 milhões de euros para a reabilitação da Quinta do Comandante e cerca de 1,2 milhões de euros para o futuro edifício da cantina e respetivos arranjos exteriores.
O objetivo apresentado pela autarquia passa por transformar a Quinta do Comandante num polo de apoio à comunidade académica, reforçando simultaneamente a capacidade de alojamento, os serviços de apoio ao ensino superior e a valorização patrimonial daquele espaço.
Cantina integra intervenção, mas tem calendário próprio
A futura cantina faz parte do investimento global previsto para a Quinta do Comandante, mas não se encontrava na mesma fase da residência.
Em 21 de maio, a câmara indicava que o concurso para esta componente ainda estava “em fase de preparação”, ao contrário da Casa dos Pinhos e da reabilitação da Quinta, cujas empreitadas já decorriam.
Assim, a indicação agora avançada pelo presidente de que a residência se encontra em fase de conclusão não deve ser automaticamente estendida à cantina: na reunião, a atualização transmitida incidiu especificamente sobre a residência universitária.
Câmara admite reforçar alojamento no futuro
O presidente da autaequia deixou também em aberto a possibilidade de ampliar futuramente a oferta de alojamento universitário no concelho.
Segundo explicou, qualquer expansão dependerá da existência de recursos financeiros e, sobretudo, da necessidade efetiva de aumentar a capacidade disponível.
“Será concluída este ano, esperamos que nos próximos meses esteja concluída”, afirmou o presidente relativamente à residência, acrescentando que, havendo recursos e procura, poderá ser necessário “alargar as ofertas em termos das residências universitárias”.
A prioridade imediata passa, contudo, pela conclusão da atual residência, cuja entrada em funcionamento estava inicialmente prevista para o primeiro semestre de 2026 e que deverá agora ficar pronta até ao final do ano.

