O vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Manuel Almeida, prepara-se para voltar a questionar o executivo liderado por Joaquim Jorge na próxima reunião camarária de 27 de maio, depois de continuarem sem resposta formal quatro propostas apresentadas há quase meio ano.
As propostas deram entrada no final de 2025 e início de 2026 e abrangem áreas como segurança, educação, turismo e apoio social aos bombeiros voluntários. Até ao momento, segundo o vereador, o presidente da autarquia tem referido que os documentos permanecem em análise pelos respetivos serviços municipais.
De acordo com as atas das reuniões de Câmara realizadas no início de janeiro, Joaquim Jorge admitiu existir abertura para duas das medidas apresentadas pelo eleito do CHEGA: a criação de estratégias para a valorização da oferta turística no município e o aumento do valor atribuído aos alunos abrangidos pelo programa “Vale Educação”. Apesar dessa abertura manifestada, ainda não foi conhecida qualquer decisão oficial sobre os temas.
Uma das propostas apresentadas por Manuel Almeida defende a implementação de um sistema municipal de videovigilância em zonas estratégicas do concelho, incluindo escolas, espaços de lazer e áreas de maior circulação. A iniciativa surge sustentada em dados relacionados com a criminalidade no distrito de Aveiro e prevê uma aplicação faseada do sistema, com mecanismos de controlo e proteção de dados.
Na área da educação, o vereador propôs o aumento do valor do “Vale Educação” para 40 euros anuais por aluno, abrangendo cerca de 4.782 estudantes do concelho. A medida pretende ajudar as famílias a suportar os custos associados ao início do ano letivo e acompanhar o aumento do preço do material escolar.
Outra das propostas passa pela valorização turística do concelho, através da criação de circuitos integrados entre vários pontos de interesse, reforço da divulgação digital, promoção do turismo industrial e aposta na aldeia de Vilarinho de S. Luís como polo turístico identitário do município.
O conjunto de propostas inclui ainda uma medida destinada aos bombeiros voluntários do concelho, propondo a isenção do pagamento de IMI sobre habitação própria e permanente até ao valor patrimonial de 200 mil euros, como forma de reconhecimento pelo serviço prestado pelas corporações locais.
Na reunião de Câmara marcada para 26 de maio, Manuel Almeida deverá voltar a abordar os quatro temas junto do executivo municipal, numa altura em que estarão prestes a completar-se seis meses desde a apresentação das propostas.
