O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) de Oliveira de Azeméis prevê a criação de estacionamento de duração limitada como uma das medidas para reduzir o estacionamento abusivo e reorganizar a circulação urbana no concelho.
O documento identifica o estacionamento irregular e a ocupação indevida do espaço público como problemas associados à mobilidade urbana, referindo impactos na circulação automóvel e pedonal, particularmente em arruamentos e zonas urbanas com maior pressão de estacionamento.
Segundo o plano, a utilização intensiva do automóvel ao longo das últimas décadas contribuiu para a saturação do espaço urbano e para o aumento da pressão sobre as áreas destinadas ao estacionamento . O documento relaciona esta realidade com o crescimento da mobilidade baseada no transporte individual motorizado e com a concentração de deslocações em meio urbano.
A proposta de estacionamento de duração limitada surge enquadrada numa estratégia de gestão do estacionamento que pretende aumentar a rotatividade dos lugares disponíveis nas zonas urbanas mais pressionadas, sobretudo nas áreas centrais e nos locais com maior concentração de comércio e serviços.
O PMUS refere ainda que o estacionamento abusivo interfere na mobilidade pedonal, reduzindo as condições de circulação em passeios e percursos urbanos, e condiciona a fluidez do trânsito em vários arruamentos do concelho.
Como resposta, o documento prevê a reorganização da oferta de estacionamento na via pública, a criação de bolsas de estacionamento e novos parques estruturados, procurando reduzir a ocupação indevida do espaço urbano e melhorar as condições de circulação .
Entre as intervenções previstas está um futuro parque de estacionamento na Rua Conselheiro Araújo e Silva. Para esse efeito, a Câmara Municipal já adquiriu um terreno com 8.932 metros quadrados, num investimento de 550 mil euros, tal como já revelamos aqui. Apesar da aquisição, não existe ainda projeto definido para a infraestrutura, nem informação sobre o número de lugares previstos.
O plano não identifica formalmente uma única zona como sendo a mais pressionada em termos de estacionamento, mas associa os maiores constrangimentos às áreas urbanas centrais e aos locais de maior concentração de mobilidade.
As medidas relacionadas com estacionamento integram-se na estratégia global definida pelo PMUS, que inclui também propostas para mobilidade pedonal, rede ciclável, segurança rodoviária, redução de velocidade em meio urbano e reorganização da circulação automóvel.
O documento enquadra estas intervenções na transformação do modelo de mobilidade do concelho, defendendo uma utilização mais eficiente do espaço público e uma redução gradual da dependência do automóvel.
