Quarta-feira, 15 de Julho de 2026
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Passadiços de Pindelo sem prazo para alterações ao percurso… e há um processo judicial ainda a decorrer

> unta de Pindelo prepara uma solução alternativa para os passadiços, com mudança de margem e duas pontes, enquanto a oposição pede prazos, custos e mapa do novo traçado.
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Os Passadiços de Pindelo continuam sem prazo definido para a concretização das alterações ao percurso, estando em preparação uma solução alternativa que prevê a mudança de parte do trajeto para a outra margem do rio e a construção de duas pontes. Em paralelo, continua a decorrer um processo judicial relacionado com a intervenção efetuada na área envolvente, tema que também foi levantado pela oposição na Assembleia de Freguesia de 30 de junho.

Na informação prestada aos eleitos, o presidente da junta, Manuel Albino Campos, explicou que continuam a decorrer os procedimentos necessários à alteração da parte inicial do percurso, na sequência dos constrangimentos resultantes dos danos existentes e da necessidade de garantir condições de segurança aos utilizadores. A solução em preparação passa por transferir parte do trajeto para a outra margem do rio, aproveitando um trilho já existente.

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Segundo o executivo, estão previstas duas pontes: uma logo no início do percurso e outra na zona das Poias, permitindo depois o regresso ao traçado já existente. A junta indicou que os trabalhos estão em fase de execução, mas não apontou uma data concreta para a conclusão das alterações.

A oposição considerou que continuam a faltar informações essenciais. Foi pedido acesso ao mapa das alterações ao percurso e foram levantadas dúvidas sobre a inexistência de prazo definitivo, custos e traçado final. “Não há um prazo definitivo para isso, nem custos, nem trajetos definitivos”, foi referido durante a sessão, com os eleitos do PSD/CDS a pedirem mais informação sobre o processo.

O debate subiu de tom quando foi questionada a diferença entre “reparações” e “alterações”. A bancada da AD recordou que a assembleia aprovou um contrato para reparações, mas considera que, na prática, o que está a acontecer são alterações ao percurso. “A palavra reparações e alterações são coisas bem diferentes”, afirmara, defendendo que a população deve conhecer melhor o projeto em curso.

A oposição também pediu esclarecimentos sobre o processo judicial ainda a decorrer. “Nós não o queremos colocar abaixo. Nós queremos ajudar. E, pelo menos, gostávamos de conhecer o que é que está a acontecer”, foi referido na Assembleia, depois de ter sido levantada a questão da construção de uma ponte no novo traçado.

Outro ponto levantado foi a imagem pública dos passadiços. Foi dito que o percurso continua a atrair visitantes ao fim de semana, apesar das limitações, mas que as críticas nas plataformas digitais têm aumentado, sobretudo por causa da instabilidade, da vegetação e do estado geral do percurso.

Na resposta, o presidente da Junta admitiu que “ainda não há datas” e explicou que a intervenção está a ser tratada em articulação com a Câmara Municipal, uma vez que a Junta não tem capacidade para resolver sozinha todos os constrangimentos. O autarca referiu que parte do percurso ficará inutilizada e que a passagem para a outra margem permitirá manter o contacto com a natureza.

Sobre o processo judicial, o executivo confirmou que continua a decorrer. “Ainda está a recorrer”, foi dito, acrescentando que estes processos “vão demorar”. Ainda assim, o presidente da junta de freguesia mostrou expectativa de que, em breve, possam avançar os trabalhos necessários para a colocação de uma sapata e para a construção da ligação prevista.

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