A estreia de Inês Freitas num Campeonato do Mundo, as raízes oliveirenses de Marlene Sousa e a passagem do selecionador Ricardo Barreiros pela UD Oliveirense colocam Oliveira de Azeméis em evidência na equipa portuguesa.
Oliveira de Azeméis volta a deixar uma marca vincada no hóquei em patins nacional. A convocatória de Inês Freitas, guarda-redes da Escola Livre de Azeméis, para o Campeonato do Mundo feminino reforça uma ligação à Seleção Nacional que vai muito além da jovem atleta. Também Marlene Sousa, natural de Cesar, e o selecionador Ricardo Barreiros, antigo jogador da UD Oliveirense, apresentam fortes ligações ao concelho.
Para Inês Freitas, a chamada tem um significado especial. Aos 23 anos, a guarda-redes prepara-se para disputar pela primeira vez um Campeonato do Mundo ao serviço de Portugal, integrando o lote de dez jogadoras escolhidas por Ricardo Barreiros para a competição que decorrerá entre 11 e 18 de outubro, em Assunção, no Paraguai.
A convocatória representa igualmente um momento de particular significado para a Escola Livre de Azeméis, clube que Inês Freitas atualmente representa e pelo qual já passou em duas etapas distintas da carreira. No seu percurso, a guarda-redes defendeu também as cores de Infante de Sagres, CH Carvalhos e CA Feira.

ELA recebeu convocatória “com enorme orgulho”
A Escola Livre de Azeméis não escondeu a satisfação pela chamada da sua guarda-redes à Seleção Nacional. Numa publicação nas redes sociais, o clube anunciou “com enorme orgulho” a convocatória de Inês Freitas para o Mundial.
A ELA considera que a presença da atleta entre as escolhidas de Portugal representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo do seu percurso.
“Esta convocatória é o reconhecimento do talento, dedicação e trabalho que a Inês demonstra diariamente, levando consigo o nome da Escola Livre de Azeméis e do hóquei em patins português”.
Na mesma mensagem, o clube deixou ainda palavras de incentivo à guarda-redes para o desafio que se aproxima: “Toda a família da Escola Livre de Azeméis deseja-te o maior sucesso nesta preparação e na competição. Estamos contigo em cada passo deste caminho!“.
A reação demonstra que a convocatória é encarada não apenas como uma conquista individual de Inês Freitas, mas também como um motivo de orgulho para uma instituição profundamente ligada à história e à formação do hóquei em patins em Oliveira de Azeméis.
Marlene Sousa leva Cesar à Seleção
A influência oliveirense na equipa portuguesa não termina em Inês Freitas. Entre as atletas convocadas encontra-se também Marlene Sousa, jogadora do Benfica e natural de Cesar, Oliveira de Azeméis.
Com uma longa carreira ao mais alto nível e vasta experiência internacional, Marlene Sousa representa outra das ligações do concelho à Seleção. De um lado, uma guarda-redes da Escola Livre a preparar a estreia num Mundial; do outro, uma atleta natural do município com um percurso consolidado na equipa nacional.
Ricardo Barreiros passou quatro épocas na Oliveirense
Até o responsável pela convocatória conhece bem Oliveira de Azeméis. Ricardo Barreiros, selecionador nacional, representou a UD Oliveirense entre 2015/16 e 2018/19, num total de quatro temporadas consecutivas.
O antigo internacional português chegou à Oliveirense depois da passagem pelo FC Porto e tornou-se uma presença importante na equipa de Oliveira de Azeméis. A ligação criada durante esses anos acrescenta mais um elemento à influência do concelho na atual estrutura da Seleção.
Assim, no mesmo grupo que vai representar Portugal num Campeonato do Mundo encontram-se uma guarda-redes da Escola Livre de Azeméis, uma jogadora natural de Cesar e um selecionador que vestiu durante quatro épocas a camisola da UD Oliveirense.
A chamada de Inês Freitas acaba, por isso, por servir de ponto de partida para uma realidade mais abrangente: Oliveira de Azeméis continua a ter uma presença relevante no principal palco do hóquei em patins português, através dos seus clubes, dos atletas formados ou ligados ao concelho e de figuras que por cá construíram parte importante das suas carreiras.

Uma resposta
Não é por acaso..o dono da Escola Livre é da,Azemad…nao esquecendo que a Marlene dos 4 aos 18 esteve na Sanjoanense…onde o Pai também foi Seccionista..