A realização da Noite Branca de Oliveira de Azeméis durante duas noites passou a ser um dos pontos em análise após a edição de 2026. O relatório de avaliaçãoa, a que o azeméis.net teve acesso, mostra que uma parte relevante das associações e coletividades participantes considera excessiva a duração atual, embora a maioria continue a avaliá-la como adequada.
Das 34 associações e coletividades que responderam ao inquérito, 21, correspondentes a 61,8%, consideraram adequada a duração do evento, enquanto 13, ou 38,2%, classificaram-na como exagerada.
Voluntários, custos e menor consumo na primeira noite
Mais do que o número de respostas, são os comentários recolhidos que ajudam a perceber a razão da divisão.
O relatório identifica a duração de duas noites como um tema recorrente, sobretudo devido às dificuldades de mobilização de voluntários, aos custos logísticos associados à presença durante dois dias e à perceção de menor consumo na primeira noite. RelatorioAvaliacao-NoiteBranca26
Ainda assim, o documento também sublinha que a maioria das respostas fechadas considera adequada a duração atual, o que mostra que não existe uma posição consensual entre as associações.
Modelo de duas noites vai ser analisado
A questão não fica apenas registada entre os comentários dos participantes. Entre as áreas de melhoria propostas para futuras edições, o relatório recomenda expressamente “avaliar o modelo de duas noites”, cruzando dados de afluência, consumo, custos e perceção dos participantes em cada noite.
Na conclusão, o documento volta ao tema e considera que “a duração de duas noites merece uma análise própria”, precisamente por dividir opiniões, sobretudo entre as associações.
A edição de 2026 da Noite Branca realizou-se nos dias 11 e 12 de setembro. Para já, o relatório não aponta para uma redução do evento para apenas um dia, mas coloca claramente a duração atual entre os aspetos que deverão ser reavaliados na preparação das próximas edições.

