Segunda-feira, 18 de Maio de 2026
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Incendiário de Carregosa condenado pelo Tribunal da Feira a pena suspensa

> Tribunal de Santa Maria da eira condena homem a quatro anos e meio de prisão, suspensa, por incêndio florestal na freguesia de Carregosa.

Um homem foi condenado pelo Tribunal de Santa Maria da Feira a uma pena de quatro anos e meio de prisão, suspensa na sua execução, por ter ateado um incêndio florestal em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro.

O coletivo de juízes deu como provado o crime de incêndio florestal, tendo em conta a confissão integral e sem reservas do arguido durante o julgamento. O caso remonta a 17 de junho de 2025, quando o homem, que circulava de automóvel na zona de Carregosa, entrou num caminho florestal e ateou fogo ao mato com recurso a um isqueiro. Após iniciar o incêndio, abandonou o local, ficando a observar à distância o resultado da sua ação.

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As chamas consumiram cerca de três mil metros quadrados de área florestal, composta por mato e eucaliptos de pequeno e médio porte. A zona afetada localizava-se junto a instalações industriais, o que aumentava o risco de propagação e agravamento das consequências.

Segundo a acusação do Ministério Público, no dia do incêndio verificava-se um risco muito elevado, circunstância que favoreceu a rápida progressão do fogo e elevou o potencial para um incêndio de maiores dimensões. Esse cenário acabou por ser evitado graças ao alerta precoce e à rápida intervenção dos bombeiros, que mobilizaram meios terrestres e um meio aéreo para controlar as chamas.

A suspensão da pena aplicada ficou condicionada à obrigação de o arguido se sujeitar a acompanhamento médico.

Durante o julgamento, o homem mostrou arrependimento, afirmando não conseguir explicar o que o levou a cometer o crime, e manifestou disponibilidade para indemnizar os prejuízos causados, nomeadamente os custos suportados pelos bombeiros no combate ao incêndio, avaliados em pouco mais de 500 euros.

O caso evidencia, mais uma vez, os riscos associados aos incêndios florestais, especialmente em períodos de perigo elevado, e a importância da rápida resposta dos meios de socorro para evitar consequências mais graves.

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