A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis vai avançar com a criação de um curso profissional de Proteção Civil, numa parceria com o Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro. O anúncio foi feito pelo presidente da direção, João Pinho, durante a sessão solene comemorativa dos 120 anos dos Bombeiros de Oliveira de Azeméis.
A nova oferta formativa surge como resposta à dificuldade crescente em atrair voluntários para os corpos de bombeiros. No discurso, João Pinho assumiu que o setor vive uma crise que está a empurrar as associações para uma maior profissionalização, ainda que parcial, e defendeu que a instituição decidiu agir perante esse desafio.
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“Vivemos uma crise que nos empurra progressivamente para a profissionalização, ainda de forma parcial”, afirmou o presidente da direção, sublinhando que a criação do curso representa “um primeiro passo” na procura de novas vias para promover o ingresso de jovens nesta missão.
Parceria com a escola e apoio do município
O curso profissional de Proteção Civil será desenvolvido em parceria entre o Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis. Segundo João Pinho, a iniciativa contou, desde a primeira hora, com o apoio do município, a quem o dirigente deixou uma palavra de agradecimento.
A aposta na formação é vista como uma forma de aproximar os jovens da área da proteção civil e de criar novas oportunidades de entrada num setor que enfrenta dificuldades de renovação. Para os Bombeiros de Oliveira de Azeméis, o curso poderá ajudar a despertar vocações e a preparar futuros profissionais ou voluntários para uma missão essencial à comunidade.
Crise do voluntariado preocupa bombeiros
Na intervenção, João Pinho recordou que, embora os progressos em recursos materiais tenham sido evidentes ao longo dos anos, o mesmo não se pode dizer em relação ao voluntariado. A falta de novos elementos é hoje uma das principais preocupações das corporações, obrigando as associações a procurar soluções que garantam capacidade de resposta no futuro.
O anúncio foi feito num momento simbólico para a Associação Humanitária, que assinalou 120 anos de existência. João Pinho sublinhou que a instituição se mantém fiel ao propósito que esteve na sua fundação: servir a comunidade e proteger pessoas e bens.

