Em jogo a contar para a jornada 28 da Liga Portugal 2 Meu Super, a UD Oliveirense (18.ª) perdeu na receção ao Portimonense (2-1), que à partida para a jornada ocupava o 17.º lugar, em igualdade pontual (27 pontos).
A União Desportiva Oliveirense apresentou-se no habitual GR-4-2-3-1, com três alterações em relação ao último jogo: o médio Sabino, o lateral Armando e o ponta de lança Pedro Martelo, nos lugares de Diogo Pereira, Luis Bastos e Gustavão, respetivamente.
O Portimonense apresentou-se em GR-3-4-3, com duas alterações. O extremo Thauan Lara e o defesa central Samy ocuparam os lugares de Tiago Mamede e Xavier.

Um jogo que começou com a Oliveirense precipitada na construção e criação, no entanto a ganhar uma sequência de dois cantos, onde aos 4 minutos, após uma boa jogada de laboratório, foi o central Bura quem obrigou o guardião Maycon a intervir. A equipa algarvia foi conseguindo mais posse de bola, mas o esquema defensivo da Oliveirense impediu remates enquadrados até ao intervalo. O treinador Ricardo Silva apostou no GR-4-4-2 para a Organização Defensiva, com Ondoa e Martelo a pressionarem os centrais. Assim, o Portimonense só criou perigo com lançamentos laterais longos para a grande área e pontapés de cantos (seis só na 1ª parte).
A Oliveirense até podia estar a vencer ao intervalo, pois conseguiu desmontar a pressão, com o encaixe a três de Sabino sobre o corredor esquerdo e Tiago Brito sobre o corredor direito, os laterais a projetarem-se nos corredores, e os extremos por dentro. No entanto, as decisões com bola pecaram no último terço.
Aos 33 minutos, após canto à direita batido por Joao Silva, Martelo aproveitou um desvio de Sabino e conseguiu finalizar, com a bola a passar muito perto da trave de Maycon. Aos 38 minutos, numa rápida transição ofensiva, Bruno Silva percorreu quase todo o campo e poderia inaugurar o marcador, mas a finalização não foi a melhor.
Na segunda parte, a Oliveirense entrou novamente algo precipitada, enquanto o Portimonense se revelou mais agressivo defensivamente.
Aos 58 minutos, o extremo Thauan roubou a bola ao médio Sabino e lançou João Reis no corredor lateral. O capitão dos algarvios cruzou e o esférico sobrou para o espaço livre na entrada de área. Solto, Thauan aplicou uma grande finalização de pé esquerdo e fez o 1-0 para os visitantes.
Aos 63 minutos, Martelo e Ondoa deram lugar ao avançado Yefrei e ao médio ofensivo Lucas Henrique, numa fase em que a Oliveirense voltou a dominar o meio-campo ofensivo. Ainda assim, o desequilíbrio atrás obrigou Ricardo Ribeiro a travar o “solitário” Welinton, aos 69 minutos, após falha de Namora e Borel.
Aos 72 minutos, Sabino deu lugar ao extremo João Adriano. Num sistema de 4-2-3-1, com Lucas Henrique no miolo, João Adriano no corredor esquerdo e de Bruno Silva ao meio deu maior fluidez ao jogo da Oliveirense. Aos 76 minutos, a Oliveirense volta novamente a encontrar o médio mais longe da bola sozinho, entre investidas e cruzamentos, o lateral Borel atirou à entrada da entrada da área e estreou-se a marcar pela Oliveirense (1-1). Foi o primeiro golo marcado da Oliveirense de Ricardo Silva, ao quinto jogo. Alem disso leva seis golos sofridos (0-0 com Paços Ferreira e FC Porto B).
Nem dois minutos depois a Oliveirense podia ter completado a reviravolta. Tiago Brito voltou a combinar com Lucas Henrique – sozinho no corredor direito – e Yefrei cabeceou ligeiramente ao lado do poste mais distante.
Apesar do sentido do encontro, o Portimonense conseguiu sair em contra-ataque.
Aos 88 minutos, Bruno Silva deu lugar ao ponta de lança Joanderson, pelo que a Oliveirense apostou num sistema de 4-2-4.
Pouco depois, aos 90+1 minutos, Borel acelerou pela área e, na cara do golo, atirou por cima. Momento de desespero no Carlos Osório. E o pior vinha a seguir.
Foi aos 90+3 minutos. Quando já se esperava o empate, o Portimonense aproveitou um pontapé de baliza mal cobrado e decidiu o encontro (2-1). Francisco Canário executou rapidamente o lançamento lateral à direita, Edney cruzou à vontade, e, perante Welinton Jr., Bura desviou para a própria baliza. Momento de azar, desatenção, fadiga, desespero e frustração.
A Oliveirense teve oportunidades para, pelo menos, pontuar. Numa jornada em que adversários diretos como Paços de Ferreira, Penafiel, Portimonense e Felgueiras pontuaram, a Oliveirense é mais última, com 27 pontos, a quatro de zona segura. O Portimonense é 16.º, em lugar de play-off de manutenção, com 30 pontos.
Ricardo Silva leva dois empates e três derrotas, duas das quais em casa (Torreense, 3-0, e Portimonense), com um golo marcado e cinco sofridos.
Homem do jogo para a Oliveirense: Lucas Henrique
O ex-Académica, a viver a primeira época num campeonato profissional em Portugal, voltou a saltar do banco e a reforçar o fluxo ofensivo. Como acima descrito, tendeu a variar para o corredor direito, a variar com avançados, laterais e Tiago Brito, criando espaços na profundidade e nas investidas sobre a área contrária. Após o 1-1, arrancou um cruzamento perfeito para Yefrei, que quase completou a reviravolta. Portanto, envolveu-se nas melhores oportunidades da Oliveirense na segunda parte.
De notar que a UDO conseguiu mais golos esperados (xG) do que o Portimonense: 0.84 – 0.34. Só na primeira parte, a Oliveirense conseguiu tanto xG quanto o Portimonense durante todo o jogo.
Quanto a Lucas Henrique, foi o 11.º jogo do brasileiro – de 25 anos – pela Oliveirense, depois de meses desaparecido.

No domingo, às 15h30, a Oliveirense visita o Leixões (12.º), na 29.ª jornada da II Liga. Para esse jogo, Ricardo Silva deveria assumir o sistema 4-2-3-1 de início, com os seguintes titulares: Ricardo Ribeiro, Borel, Bura, Namora e Armando; Ondoa e Tiago Brito; João Silva, Lucas Henrique e Bruno Silva; Yefrei. Ou seja, Sabino e Pedro Martelo começariam por suplentes, uma vez que Lucas Henrique e Yefrei ajudaram ao melhor momento da Oliveirense e entraram muito bem.
Na próxima jornada, também no domingo, mas às 14h, o Portimonense visita o líder Marítimo.